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segunda-feira, 28 de março de 2011

post recortado de uma nota jornalística mental


Eu poderia dizer que a cena musical em Natal tem se consolidado e produzido mais cultura do que qualquer programa local de incentivo à literatura, ao teatro ou às artes plásticas (?). E que essa evolução envolve mais o empreendedorismo de alguns poucos do que a existência de artistas potiguares (isso sempre existiu, talvez só faltasse a administração da criatividade de tantos).
Mas eu vou apenas indicar um disco que foi feito lá nas últimas semanas.
Preste atenção ao som que ferve nas ruas da ribeira, preste mesmo. Porque quando o tédio e o banzo não batem em todo potiguar, é lá no velho bairro-porto que a fervura musical se dá. Talma&Gadelha, veteranos empenhados na composição de canções meio emepebísticas, se deixam ir agora por um rock emotivo mais enxuto e maduro do que o emo midiático que se vê por aí, e isso se dá porque é tudo precisamente despretensioso.
Dá pra ouvir aqui.
E dá pra baixar o disco aqui.

P.S.: Minhas favoritas: ‘porque todo coração é burro’ & ‘enigma’.
P.P.S.: Numa conversa de bar por aqui (SumPaolo), me disseram pra falar pros meus amigos de lá filmarem a cena musical, porque o dinheiro estaria no audiovisual e consequentemente a atenção se voltaria pro que está sendo feito. É isso mesmo?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

da nova investida: ler os vivos



Eu comecei a ler e larguei. Estava na página sessenta e pouco. O cara principal lá no sofá, parado na vida, o tédio e a completa falta de perspectiva também me parou.

Meses depois, o livro é a única coisa ao meu lado e eu estou em algum lugar. Pego-o. Abro-o. Na página cento e tanto - vamos ver o que se lê por aqui. Até porque eu ainda não sei o que aquela imagem esquisita faz numa das últimas páginas do livro. Vejamos.

Não eram muito lúcidas as condições, mas o bicho me pegou de jeito. Eu não sabia se quem delirava era o personagem ou era eu, perdido e translúcido que fiquei nas palavras que, sem sentido, faziam sua meta. Por alguns segundos o livro inclusive não pesou na minha mão apoiada nos joelhos, eu meio desajeitado na cama. Juro, o livro flutuou, mesmo preso entre os dedos. As palavras saíam das páginas e corriam pra dentro dos olhos, ainda que vesgo mais ou menos.

O que faz um livro é o resultado provocado nos sentidos. Por isso, recomendo.


(entrevista do Lourenço pra Vice aqui)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

almocinho com ela no final da tarde

- olha pra frente levanta a cabeça
pra que tá aqui se nem se atenta
vim te ver e não ficar louca
eu é isso e aquilo, você nem blasfema
abre a porra da boca, covarde
grita imbecil vaca te mamo na teta
comunica o que sente seu merda
ou engordar e meter é tua única meta

- pensando bem, minha linda,
o almoço tá uma gosma fria
e a tarde desliza vermelha e oca
como um penne ao sugo
que cai pra dentro da barriga

sexta-feira, 21 de maio de 2010

os mais equilibrados são uns inúteis

Platão ganhou mesmo meu respeito foi quando disse assim, "os mais equilibrados são uns inúteis." E só não digo onde porque anotei isso tem anos. Mas foi. E é. Agora me pergunto se isso não foi falado por um interlocutor de Sócrates, daqueles que ficam todinhos em contradição na terça parte final dos diálogos platônicos. Afinal, que interesse teria Platão em dizer isso?
Mas disse. Está dito. E tem sido.
Prove-me que não.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mr Snow

No quesito pessoas que nos inspiram,




domingo, 22 de novembro de 2009

as respostas estão na estrada


Foto de Bárbara Roma

Lembra do filme Transylvania?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Por falar em gato, meu filme preferido para domingos escuros:

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Aproveite meu momento quinta-feira de jogar flores brancas nas ruas e rogar aos céus que tudo se abençoe. Só porque é hora de respirar em melodia, Uffff
Flores melódicas e humores brancos daquela musiquinha qualquer

Ease your feet off in the sea
My darling it's the place to be
Take your shoes off curl your toes
And I will frame this moment in time
Troubles come and troubles go
The trouble that we used to know
Will stay with us till we get old
Will stay with us till somebody decides to go
Decides to go