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terça-feira, 10 de agosto de 2010

de uma leitora de G. Bataille

"Um dia me disseram: as suas obsessões metafísicas não nos interessam, senhora D, vamos falar do homem aqui agora. que inteligentes essas pessoas, que modernas, que grande cu aceso diante dos movietones, notícias quentinhas, torpes, dois ou três modernosos controlando o mundo, o ouro saindo pelos desodorizados buracos, logorreia vibrante moderníssima, que descontração, um cruzar as pernas tão à vontade diante do vídeo, alma chiii morte chiii, falemos do aqui agora."

HH

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Querida Pavonina,

favor jogar a bóia salva-vidas agora, que eu já quase me afundo em tempos de ter um infarto de afogamento, uma implosão de mundo, Tadeu que não se move de si. Uma bóia, eu preciso boiar na superfície das coisas, não ir tão longe, eu não sei respirar se for tão fundo nas verdades do mundo, verdades sem bolhas, imperativos sem intervalos, quero nem pôr os pés na terceira margem lamacenta desse oceano de pedras polidas e tubarões piranhas,
Tadeu como que te sucedeu?, como foi teu fim?