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sexta-feira, 18 de março de 2011
domingo, 23 de maio de 2010
"O mal todo do romantismo é a confusão entre o que nos é preciso e o que desejamos. [...] É humano querer o que nos é preciso, e é humano desejar o que não nos é preciso, mas é para nós desejável. O que é doença é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se se sofresse por não ter pão. O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter.
[...]
A maior acusação ao romantismo não se fez ainda: é a de que ele representa a verdade interior da natureza humana. Os seus exageros, os seus ridículos, os seus poderes vários de comover e de seduzir, residem em que ele é a figuração exterior do que há mais dentro na alma, mas concreto, visualizado."
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
então o quê?
Investigações Filosóficas, 47: "A resposta correta à questão filosófica: 'É composta a imagem visual desta árvore, e quais são os seus componentes?' é: depende do que você entende por 'composta'. (E isto não é, naturalmente, uma resposta, mas uma recusa da questão.)"
Estou quase me convencendo, Mr W. Quando isso ocorrer, vai ser demais.
No fim das contas, os problemas são resolvidos quando a única resposta a que se chega não é bem uma resposta, mas uma recusa à questão.
Ponto.
Ponto.
Então o quê?
Calar-se. Ou resolver problemas de fato - como lavar a louça do almoço, for instance.
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